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sábado, 8 de outubro de 2011

Papo de mãe, Lari - a história de um milagre

Oie!!
Gosto tanto do papo de mãe, a cada nova história postada conheço um pouco mais da nossa convidada, a lari é amiga da época de faculdade e eu sabia mais ou menos tudo que ela tinha enfrentado, mas havia coisas que não era de meu conhecimento, fiquei feliz demais por ela ter aceitado a contar um pouco da sua história e mais ainda por ver que sirvo a um Deus tão maravilhoso que opera milagres e maravilhas.
Família amada e abençoada
Olá, meu nome é Larissa e sou mãe de uma linda princesinha que se chama Elisa, que hoje tem 11 meses.
Namorei 8 anos e meio e, sou casada há quase 4 anos. Logo que casamos decidimos parar de tomar remédio para engravidarmos, afinal já estavamos há mais de 8 anos juntos. Tomei anticoncepcional por 11 anos, mas falam que isso não interfere. Depende de organismo para organismo.Foram 2 anos e meio tentando engravidar. A cada início de mês, era aquela agonia: "Será que estamos grávidos?" Mas, não era desta vez!!!!!Foram muitas lágrimas, ansiedades, orações, campanhas, exames, etc, etc, etc. Nos exames não constavam nada. Nem eu nem meu esposo tinhamos nenhum problema. Tinha o últero de ponta cabeça e virado para trás, mas, depois de um congresso só para mulheres, fui curada. Apenas ainda não era o tempo de Deus. Ele estava nos tratando. Nos moldando e nos preparando para sermos pais. Pai zelosos, cuidadosos, atenciosos e mais do que nunca, preparados.Ele age na hora certa.Um certo dia fui em uma vigília da igreja e, em uma das minhas orações fiz um propósito com Deus. Se Ele me desse um filho, voltaria a louvar em Sua casa. No mesmo instante Ele me disse: "Primeiro você volta a louvar e depois eu te abençoo. Voltei a louvar e descansei no Senhor. Já estávamos cansados e tantas expectativas mensais. Deixei nas mãos Dele. Então Ele agiu! Para honra e glória de Deus, engravidamos. Foi aquela alegria. Mas ao 3º mês, em uma ultrassom um diagnóstico que ela teria Síndrome de Down. É claro que aceitamos o que Deus tem pra nós mas, queremos filhos perfeitos, uma vez que já estávamos esperando por mais de 2 anos. Outra lição de vida. Muitas orações, campanhas e Deus operou milagre. Nossa filha nasceu perfeita. Linda, linda, linda! Uma lição que nos serviu para consolarmos outros casais que passam por esta situação. Deus é fiel. Se Ele prometeu, Ele cumprirá. Infelizmente somos serem humanos e queremos tudo pra ontem. Mas, com Deus é diferente. "Quando o que era difícil, se torna impossível, Deus começa a agir. Ele abre sempre uma porta onde não há saída.O impossível Ele faz acontecer." Por isso, se você está passando pela mesma situação sei que, o que eu disser não adiantará. É uma angustia sem fim.... mas, apenas creia e descanse. As bençãos em breve chegarão. Nossa vida é como se fosse uma conteiner atracado ao porto para descarregar. Devagarzinhos Deus vai descarregando as bênção.Temos que ser paciente para não transformarmos as bênçãos em maldições. Enfim, hoje estamos felizes. Nossa joia de criança está crescendo e se desenvolvendo a cada dia que passa. Uma descoberta atrás da outra.Agradecemos diariamente a Deus por nos ter confiado o cuidado para com nossa filha. Oramos para que conseguimos educá-las de acordo com vontade e princípios de Deus e, que ela nunca se desvie dos Seus caminhos. Orem pelos seus filhos! Temos autoridade de Deus para com eles.Que Deus possa abençoá-las grandemente.
Um abraço, Larissa.

Se quiser participar é só me enviar um e-mail contando a sua história que terei o maior prazer em publicá-la aqui ok?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Papo de mãe - Ana Letícia

Bom dia meninas tudo bem??
Esses dias estou off porque minha mãe está em casa e estou aproveitando muito a visitinha dela. Hoje no papo de mãe convidei uma amiga muito querida para falar sobre amamentação, gente ela é um exemplo, amamentou o Davi exclusivamente e por mais um bom tempo, e tudo isso ainda trabalhando.
"Já faz um tempinho que recebi o delicioso convite da Pri para escrever sobre amamentação. Adorei a idéia, mas não consegui sentar pra escrever do jeito que eu queria e nem sei se hoje conseguirei, mas vou tentar. Toda vez que chega agosto e a semana mundial de amamentação, fico sensibilizada. No ano que o Davi nasceu, 2009, fui com ele em uma entrevista na rádio da cidade falar sobre isso e, naquele momento, eu explodia o amamentar, precisava falar do grande prazer e benefício. Falo disso até hoje, foi só no peito que meu bebê, prematuro e pequeno para a idade gestacional, com baixo peso, engordou quase um quilo e oitocentos no seu primeiro mês de vida. Mas eu queria falar um pouco do sacrifício da amamentação, porque amamentar não tem só o lado bom. Tem as dores, tem a vergonha, tem a estética, tem a “escravidão do peito”. Queria dar dicas sobre isso! No começo, doía tanto na hora que ele “pegava”, que eu chegava a socar a parede. Mas isso não durou muito tempo. Não usei pomada, não usei esponja, não usei nada, usei o leite que curou a ferida em pouco tempo. Em relação à vergonha, foi só no começo. Lembro que numa das primeiras visitas ao pediatra, eu estava com um vestido todo de botão e fui desabotoando para dar leite e falando, conversando com o dr. Quando terminou, fiquei de pé e vi que estava com o vestido preso só com o último botão de baixo. Pensei que o pediatra ia me chamar de mãe atrevida, mas em primeiro lugar, ele deve ter reparado que me atrapalhei e em segundo, com aquela barriga inchada e com a cinta super sexy, desencanei, ele sabe que não estava dando mole pra ele. Mas se você não for desligada como eu e não sair com vestido todo de botão, pode levar sempre uma fraldinha, dá pra cobrir os peitos tranquilamente sem cobrir a carinha do bebê. Ana, seus peitos caíram? Sim, caíram meeeesmo. Mas a opção que você tem para isso não acontecer, é não engravidar. Sabe por quê? Porque eles caíram de tanto que encheram e depois esvaziaram. Não foi a amamentação em si, foi o leite! E mais. Tenho que contar! Uma amiga minha, depois de ter amamentado três filhos, resolveu fazer uma “recauchutagem geral” depois dos 40 anos. E o médico disse que a plástica nos seios só foi possível porque ela havia amamentado. Isso não me saiu da cabeça. Gente, lei da gravidade atinge a todas! Quanto à escravidão do peito, também tenho que reconhecer que isso tem um fundo verdadeiro, sim. Se o seu bebê mamar exclusivamente, vai ser difícil ele aceitar a mamadeira de um dia para o outro, quando você voltar a trabalhar, ou quando sair. Realmente, suas saídas, seus passeios, seus médicos, não poderão demorar mais de duas horas. A dica que eu dou aqui é: leve o seu bebê junto. Onde for, com ele por perto, tudo tende a ser resolvido mais rápido, as pessoas se sensibilizam. Ele passeia, descobre o mundo... e você tem o carrinho ao lado para colocá-lo lá no momento que não tem jeito dele ficar no braço. Já cheguei a ir no banheiro público com o Davi no sling. Não vou dizer que foi a situação mais confortável do mundo, mas deu pra fazer o meu xixizinho. E outra coisa que é importante ressaltar é que esses primeiros seis meses, não voltam mais. É a única e última oportunidade de você ser o total alimento e amparo do seu filhinho. É uma fase que passa! A cada dia, o seu bebê vai se tornando mais independente, daqui a pouco o seu peito não o atrai mais. Aproveite enquanto ele quiser! Outro dia, em outra oportunidade (obrigada, Pri, amei ter escrito tudo isso!), eu volto e conto mais coisas que a maternidade, essa fase sublime, encantadora, especial e inigualável, nos traz!
Na UTI, mesmo com sonda na boquinha, ele conseguia...
Com 4 meses fazendo pose...
E esta última é só pra comparar as perninhas da UTI e as mesmas perninhas aos seus 4 meses! Só no leitinho da mamys!!!!!!!! Deus é maravilhoso!!!


sábado, 6 de agosto de 2011

Papo de mãe - Vânia

Oie!!! Tudo bem com vocês??
Aqui o fim de semana começou animado, já fomos passear e voltamos com alguns DVDs novos para o Mig, que agora só quer assistir filminhos e não quer mais desenhos "normais",hehehe...
Ontem passei o dia todo tentando colocar as fotos que tirei com o celular para o pc e não consegui de jeito nenhum, aparecia a mensagem "Dispositivo USB não encontrado", aí o Wellington chegou do serviço e sentou no pc e em 2 minutos as fotos foram transferidas,hehehehe...hoje a tarde venho mostra algumas das novidades.
Hoje no papo de mãe é a vez da minha amiga Vaninha, ela é aquela amiga que comentei aqui, sobre bebês high need.
Ela é um exemplo, tenho uma admiração profunda por ela, mulher de fibra mesmo e ela não tem idéia da força que ela tem. Amo demais ela e a Loly, minhas queridas do coração.
Loly e Vaninha, amo demais

"Meu nome é Vânia e sou mãe de uma linda menininha de 2 anos chamada Lorena.
Lorena é minha primeira filha.
Apesar de ser sozinha aqui no Rio de Janeiro, de viver longe de minha família, e de ser mãe de primeira viagem, na gravidez eu não ficava preocupada, eu sentia que ia saber exatamente como cuidar dela.
Mas, ao me ver com ela em casa, me senti perdida. Ela chorava muito e sempre. Ela só parava de chorar se estivesse no colo, e queria mamar o tempo todo.
Eu não sabia exatamente como agia um bebê recém-nascido, pois não tinha tido muito contato com bebês, então pensava que eram assim mesmo. Mesmo sem pesquisar sobre o assunto, intuitivamente seguia os princípios de “attachment parenting”. Nunca acreditei que um bebê podia ser manhoso ou manipulador, ou que devesse aprender a se consolar sozinho no berço – me parecia mais certo fazer o que a acalmava do que deixá-la chorando. Eu sabia que a vida aqui fora era uma novidade grande demais para ela, e achava que em alguns meses ela se habituaria e se acalmaria.
Eu ficava com ela no colo o tempo todo, pois assim ela não chorava. Quando ela dormia, eu ia colocá-la no berço e assim que seu corpinho tocava o colchão ela começava a chorar. Então, eu ficava com ela no colo também durante as sonecas. À noite, ela só dormia bem se fosse em cima de mim, então eu me sentava em uma cadeira de praia bem reclinada e colocava Lorena dentro da minha blusa.
Então comprei um sling, e nele ela ficava o tempo todo.
Meus parentes vieram me visitar, e todos que já tinham filhos ficaram me dizendo que bebês não eram assim, que não era normal um bebê chorar tanto apenas por não estar no colo.
Quando ela tinha dois meses, comentei com o pediatra sobre o comportamento dela, e ele me disse que provavelmente ela tinha refluxo oculto, já que só deixava de chorar se estivesse no colo e em pé. A ultrassonografia não revelou nenhum episódio importante de refluxo, mas mesmo assim ela passou a tomar Label e Digesan.
Apesar da medicação e das medidas posturais que passei a adotar nas mamadas, ela continuava chorando muito. Comprei uma cadeirinha vibratória, ela não aceitou ficar, não queria o berço, não queria o carrinho... Eu passava os dias preocupada, pensando que talvez minha filha tivesse alguma dor que eu não conseguia identificar. A medicação para refluxo não fazia efeito algum. Comecei a ficar muito mal, pois, além da preocupação, eu não tinha tempo de preparar algo para comer, não podia dormir, não conseguia organizar as coisas. Passava dia e noite com Lorena no colo, e não tinha quem me ajudasse. Eu tomava banho, comia, depois que meu marido chegava, mas ele só chegava bem tarde, pois trabalhava durante o dia e fazia faculdade à noite. Eu a deixava dormindo na cama com o pai e limpava minha casa durante a madrugada.
Durante o dia, às vezes precisava deixá-la chorando para ir ao banheiro, ou para preparar algo para comer. Uma vizinha me questionou o porquê de ela chorar tão alto. E eu não soube responder o porquê. Nesse dia fiquei tão triste, chorei muito com ela no colo. Eu me sentia péssima mãe, pois eu não conseguia compreender o que minha filha queria.
Um dia, ao usar a Internet, me deparei por acaso com o texto escrito por Dr.Sears sobre sua filha. Dr.Sears é um pediatra que já tinha três filhos quando nasceu sua filha Hayden, uma bebê que, ao contrário dos irmãos, não se acalmava a menos que estivesse no colo dos pais. O nascimento de Hayden fez Dr. Sears compreender que há um tipo de bebê que precisa de mais contato físico, de mais acalanto, de mais atenção que outros bebês – um tipo de bebê que ele chamou de high need.
Ao final do texto, eu estava aos prantos, mal conseguia terminar de lê-lo. Eu reconhecia em Hayden exatamente a minha Lorena, como se ela estivesse descrita ali. E eu me sentia feliz por reconhecê-la, por finalmente entendê-la, e por perceber que o tempo todo eu tinha agido intuitivamente da maneira certa, atendendo às suas necessidades.
No mesmo dia, parei de medicá-la para refluxo. Ela não tinha refluxo, pude comprovar o que eu já desconfiava. Ela só precisava de muita atenção.
Lorena passou o primeiro ano no colo, e, mais raramente, brincando no chão comigo ao seu lado. Jamais brincava se eu não estivesse ali. A imagem de uma mãe correndo atrás de um bebê pela casa aqui nunca existiu, pois desde que começou a engatinhar ela só se movimentava em minha direção.
A introdução de alimentos, que comecei aos 6 meses, foi bem lenta. E ela só aceitou realmente comer aos 9 meses. As refeições dela eram no colo, e eu tinha que estar em pé. Ela sempre comeu muito pouco. Isso me preocupava muito, mas não forcei a aceitação.
Sonecas eram outro problema. Se eu a colocasse no berço, mesmo que ela estivesse profundamente adormecida, acordava no mesmo instante ou alguns minutos depois. Ela só dormia durante o dia se fosse no colo, ouvindo barulho estático (o som do útero), acordando de 15 em 15 minutos para sugar o seio (ela não usou chupeta). À noite passou a dormir comigo e o pai em cama compartilhada, também com barulho estático. E ainda assim acordava de 3 em 3 horas.
Foi muito difícil dedicar atenção exclusiva a um bebê sem ajuda de ninguém para isso ou para os outros afazeres. Foi cansativo, foi desgastante, foi muitas vezes desesperador. Mas preferi fazer assim a deixá-la chorando, ainda mais depois de atestar que ela pedia meu colo porque realmente precisava dele.
Ao comentar sobre ela na Internet, recebi muito apoio e encontrei muitas pessoas que me ajudaram. Mas nem todas as pessoas compreendem. Já me disseram que não existem bebês high need, existem sim mães desatentas que não conseguem identificar um choro de fome ou de sono, e que eu estava errada em rotulá-la.
Mas existem sim estes bebês. E high need não é um rótulo. Costumo dizer que é um “lembrete”. Quando você está muito cansada, você se lembra que seu bebê é high need, e que isso significa que ele tem altas necessidades, que ele pede sua atenção o tempo todo porque PRECISA da sua atenção.
Hoje, posso perceber que fizemos muitos progressos.
Ela dorme em sua caminha, e vem para a minha cama na madrugada. Nesses 2 anos, foram muito raras as vezes em que dormiu a noite toda. Mas, ultimamente, só tem acordado uma vez na madrugada, e isso é uma grande conquista, já que durante muito tempo acordou a cada 2 ou 3 horas.
Ainda mama no peito, pois, em virtude de ser high need optei por esperar que desmamasse sozinha. Mas ela me pede o peito uma vez por dia, no máximo duas, e somente em casa.
Ela brinca sozinha. Come no cadeirão e está comendo sozinha às vezes. Ainda pede colo, muito menos que antes. Mas sempre pede a minha atenção.
Quando eu não sabia que ela era high need, e ela chorava tanto, eu chorava junto e dizia a ela: “Queria tanto que você pudesse me responder o que você quer...” Hoje, às vezes ela chora e eu pergunto o que ela quer, embora já saiba a resposta. Ela me diz: “Quer mamãe!” Então paro tudo e vou brincar com ela.
Aos poucos, minha Lorena vai lindamente conquistando sua autonomia, vai se transformando na criança que Dr. Sears disse que ela seria: ela é impaciente, nervosa, esgotadora, teimosa, mas é abraçável, interessante, espirituosa, expressiva... E sei que se transformará numa linda moça determinada, profunda, empática, carinhosa, apaixonada... E terei muito orgulho dela, e saberei que todo o cansaço valeu a pena."


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Papo de mãe - Carol Maciel

Meninas agora quase toda semana teremos alguma convidada contando sua história, sobre algum tema específico ok?
Para estrear chamei uma amiga muito querida e que tem uma história vencedora, hoje tem dois anjinhos no céu e um na terra.
Essa é uma das mãezinhas queridas que Deus colocou em minha vida quando estava grávida do Mig. O Davi(filho dela) é muito parecido com o Mi em diversas fotos e algumas atitudes...nossos meninos lindos né Carolzinha?


"Olá, meu nome é Carolina, sou mãe, dona de casa e nas horas vagas, poetisa e escritora.
Há 8 anos eu iniciei o meu processo gestacional... casada há poucos meses engravidei pela primeira vez. Eu tinha 24 anos e não sabia que podia estar em risco naquela que era para mim a experiencia mais maravilhosa e também a mais dolorosa da minha vida. Aos 6 meses de gestação iniciei um quadro com dores abdominais terríveis, seguidas de fortes dores de cabeça, no posto médico da cidade litoranea e pequena em que eu morava fui medicada e orientada a fazer repouso, segundo os médicos se tratava de sintomas de parto prematuro. Em uma madrugada as dores eram tão fortes que eu vomitava e fui levada as pressas para o Pronto Atendimento, quando medida a minha pressão constatou-se que eu estava num quadro gravíssimo de Hipertensão Gestacional. Fui transferida para o melhor hospital da região e mesmo com a pressão muito alta não pude ficar, não havia leito disponível e me mandaram de volta para casa. 

Medicada e orientada a não me estressar e repousar aguardei 2 dias, até que as dores aumentaram e fui para outro hospital, em outra cidade, já no Paraná, também litoranea e pequena com pouca estrutura. Iniciava-se um tormento, encontrar vaga disponivel em UTI para mim e meu bebe, ambas estávamos em risco. Fiquei internada 4 dias, com monitoramento de pressão, medicação e repouso até descobrir já aos 7 meses gestacionais que minah bebe não havia resistido. Eu tive DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gravidez), conculsionei antes do parto e consegui mesmo assim, parir minha menina, que pesava 1.100 KG no dia 19 de julho de 2003 de parto normal.
Antes de entrar para sala de parturientes no melhor hospital do Paraná o HC, minha mãe e meu marido foram avisados de que eu poderia não sair viva, era tudo muito sério, era tudo muito grave, lembro-me do beijo de despedida de ambos.
Eu fui diagnosticada como paciente pouco suscetível ao DHEG; já que ele acomete mães adolescentes... ou mães com mais de 40 anos. Fui avisada tbm que corria riscos nas demais gestações mas naum era para temer, podia naum ter nada. Mesmo amedrontada com a perda, sofrendo com o fim daquele sonho eu me apeguei ao desejo de tentar novamente e cerca de 2 anos depois engravidei novamente depois de muitas gravidez psicológicas e tentativas frustradas. Dessa vez o sonho durou muito pouco, aproximandamente 8 semanas e minha gravidez foi interrompida por um aborto espontaneo. Fatalidade. Bem, aqui é bom ressaltar que além de propensa ao DHEG eu sou RH - e meu marido RH+, qdo sofri o aborto não fui imunizada como era de se esperar, meu médico disse que não havia necessidade pq eu estava de pouco tempo de gravidez.

Quase 1 ano depois, eu engravidei de novo. Fiz um pré natal minuncioso, morava numa cidade maior e com mais recursos, mas estava de férias naquela cidadezinha litorânea, com 8 meses de gestação qdo comecei a ter contrações. Com medo de que tudo se repetisse voltei para minha cidade, procurei meu médico q estav de férias, ao ser examinada no plantão, os médicos me garantiram que estava tudo bem, não havia razão para panico, mas tudo indicava q meu menininho queria nascer antes do tempo. Fiquei em casa 2 dias, até minha cabeça começar a doer e as contrações aumentarem, qdo fui ao hospital já era tarde, não sabiamos, nem eu, nem equipe médica, precisar há quanto tempo o Marcelinho estava morto dentro de mim. Mais um pesadelo. Ao ser orientada por familiares e amigos a segurar nas mãos do Senhor me lembro de dizer "Já estou em Seus braços... sozinha eu naum aguento"!.
Eu tive um quadro de Eritroblastose Fetal, q é Incompatibilidade Sanguinea, causada por falta de imunização em uma gravidez RH+.

Ou seja eu devia ter tomado a vacina Rhogan qdo sofri o aborto...
Alguns meses depois da perda de Marcelinho fiz um coombs, um exame q mede a izoimunização sanguínea, eu ainda não podia engravidar, tinha marcas no meu sangue e meu médico foi bem claro, as chances de eu ter um filho eram bem remotas!!!
Isso era meados de 2007, eu naum me conformava com o fato de naum poder realizar meu sonho. Teve-se início uma corrente de oração q duraria mais de 1 ano. Pela ciencia as chances de eu parar de imunizar eram pequenas, e as chances de eu ter um bebe RH- eram nulas, (um lance de zigoto e heterozigoto q nunca entendi), e ainda tinha o quadro de DHEG q me perseguia e me apavorava, embora naum tenha sido isso q tenha levado Marcelinho a morte como o fez com Yasca Maria, eu tive a pressão alterada nos ultimos dias antes do parto do meu menino.
Eu continuava com a ideia fixa de ter um filho, e já pensava em adoção, nos mudamos de SC para sergipe e eu passei por um momento de restauração, de cura e libertação.

Exatos 20 dias depois engravidei... eu confesso, temi, em minha mais absurda limitação humana, eu fraquejei muitas vezes, eu tinha um pânico que a qualquer momento viveria aqueles pesadelos de novo, eu ainda tentava cicatrizar a dor das perdas daqueles filhos, como suportaria perder mais um... mas Deus é fiél, foi Ele quem me prometeu que o dia do meu milagre chegaria!!!
Depois de uma garvidez de risco, de neuras e de muito cuidado eu iniciei o quadro de DHEG novamente, na 35ª semana de Gestação, na quinta feira dia 18/06/2009, minha pressão naum estava muito alta mas eu ja apresentava incisura na placenta e o diagnóstico foi q o bebe poderia começar a sofrer a qualquer momento, adiantaríamos o parto e dessa vez eu faria uma cirurgia, minha gineco e até minah psicóloga me convenceram que era o melhor a ser feito depois dos 2 partos normais de natimortos que eu tinha tido. 

Na sexta consultei minha obstetra e marcamos a cesária para segunda feira, o tempo ideal para eu me preparar e esperar com a harmonia q me restava a chegada de Davi.
No sábado depois de um dia tenso pedi pra Deus me dar um sinal se as coisas naum estivessem bem... e meu Pai me ouviu, pela manha eu tinha o sinal do tampão, as dores aumentaram e minha bolsa rompeu...
Davi Xavier nasceu as 10:45 do dia 21/06/2009... ao tira-lo da minha barriga a médica o levantou e disse seu rei está aqui Carol... em lágrimas respondi q estava grávida do Davi há pelo menos 8 anos... foi o tempo da minha espera!!!
Davi é meu milagre, ele nasceu RH- (meu tipo sanguineo) eu naum tive pre-eclampsia e naum desenvolvi quadro grave de DHEG. Ele ficou 10 dias na UTI pq meconizou a água e engoliu contraiu uma infecção e por causa da medicação precisou desse tempo de internamento, mas lutou com seu gigante já naquela sala, fria e barulhenta... e eu mesmo limitada, não perdi a fé, não perdi a esperança de tê-lo pra mim. 

No dia 01/07/09 eu saí com meu rei da maternidade, e finalmente eu tive a certeza de que Deus não havia me abandonado!
Eu ainda choro a saudade dos anjos que fizeram festa na minha barriga, Yasca Maria q hj estaria com 8 anos e Marcelinho que teria 4 anos, mas celebro a vida a cada dia, pelo cumprimento da Palavra de meu Pai, através de Davi, a benção da minha vida."



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